Michelle Ferraz

Belo-horizontina, nascida em 13 de maio de 1988, filha da Dona Sandra e dos pais Édson [in memorian] e Serginho, irmã do Jonathan. Não muito diferente do que costuma acontecer com a maioria das pessoas que, de alguma forma, se encontram na música, comecei a me sentir atraída pelo encanto dos ritmos, melodias e harmonias ainda criança.

Os primeiros passos foram dados nas pequenas e aconchegantes reuniões que aconteciam na igreja, num culto aqui, noutro ali. Não me recordo a idade exata, mas eu era bem novinha quando me apeguei ao microfone. E, por conta desse apego, surgiram oportunidades de cantar não apenas nos cultos e festividades da congregação, mas também em alguns pequenos festivais, casamentos e recepções.

Não tinha nem 10 anos quando comecei a registrar, nos caderninhos velhos e na agendinha de capa verde, minhas primeiras composições [escrever também era uma paixão]. Mas era compor num dia para desgostar no outro. As letras sempre iam parar no lixo, já que, do alto da minha quase uma década de vida, eu conseguia ser perfeccionista demais para gostar por muito tempo de qualquer coisa que fizesse.

Apesar disso, sentia um prazer gigantesco em cantar e fazia isso com muita vontade, ainda que sem a técnica das aulas de canto [que nunca cheguei a fazer]. Os finais de semana eram sempre dedicados às apresentações na igreja, sozinha ou com o grupo de louvor. Cresci em meio a essa atmosfera e, na adolescência, aprendi a tocar teclado.

Por entender o poder de transformação da música – sempre atestado por testemunhos de pessoas que diziam se sentirem tocadas pelas ministrações na igreja –, aspirava ver minha voz ser usada como um instrumento de Deus para inspirar quantas vidas seu som pudesse tocar, embora gravar um álbum nunca estivesse efetivamente nos planos [sonho cultivado por amigos e familiares, no entanto].

O gosto pela música não ditou meus rumos profissionais e, em 2009, me formei em Jornalismo, profissão à qual me dedico até hoje. Porém, a paixão daquela criança que despejava uma enxurrada de pensamentos inocentes em caderninhos velhos e na agendinha de capa verde sempre permaneceu comigo, ora discreta, mas sempre pulsante.

O retorno às composições se deu em uma fase difícil, em que a vida apresentou dificuldades que pareciam invencíveis. Diante do caos, o prazer por qualquer coisa que em outros tempos me encantava se perdeu. Mas, ao mesmo tempo, foi nesse período que novas composições foram surgindo e novas melodias tomando forma.

Com o passar do tempo, fui me redescobrindo em Deus e resgatando, pouco a pouco, o contentamento de me entregar a um dos encantos abafados pelos problemas: cantar. No chuveiro que fosse. Sozinha no quarto, com a luz apagada. Sem público, sem aplausos. Mas com muita intensidade.

Foi a partir das experiências de um tempo carregado de preocupações e incertezas que encontrei inspiração para compor novamente. E do tempo escuro, quando tudo o que restava era confiar num pequeno ponto de luz, surgiu o EP Deus na Noite, em novembro de 2015.

Feito com amor, por amor e pelo amor.

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