Da simplicidade da infância

 

(Foto: Michelle Ferraz)
(Foto: Michelle Ferraz)

Bate um aperto no peito… Vontade de voltar no tempo e viver os encantos da infância.

Pois quando se é criança, a raiva não dura muito tempo…
A mágoa, daqui a pouquinho, não existe mais… E a gente anda de mãos dadas de novo.

Quando se é criança, o riso rola fácil e sincero… Existe brilho nos olhos.
Não há nenhum obstáculo grande demais para impedir os sonhos de se tornarem realidade.

“Quando crescer, vou ser…” – imagina o pequeno.

Quando se é criança, coisas ruins são coisas ruins, e coisas boas são coisas boas. Há um discernimento inocente e coerente que mantém a gente afastado do que não faz bem.

O roteiro é recheado de grandes aventuras… Correr vira sinônimo de uma fantástica caça ao tesouro e gritar equivale a chamar para o combate. Dá pra ser mocinho, dá pra ser bandido… E ninguém se torna mau por isso.

Quando se é criança, palavras feias são apenas novas palavras…
O desconhecido não recebe julgamentos… Em vez disso, precisa ser explorado.
E tudo é simples.

Então, a gente cresce.

Deixa o pequeno mal-entendido gerar um ódio que dura a vida toda.
Força sorrisos falsos ou nem isso… Simplesmente tranca os lábios.
Deixa de acreditar nos sonhos… E para de lutar.

Faz coisas ruins sabendo que são ruins. E esquece, sempre que conveniente, das coisas do bem.
Diz palavras feias desejando que tivessem um significado muito pior.
Julga antes de conhecer… E pensa saber o suficiente para condenar.

E complicamos tanto.

_____

De julho de 2011.

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